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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Nossa História


“CARAVANA DO BEM”

Em meados de 1989, reunia-se na antiga União Espírita Cearense, um grupo de jovens decididos a visitar as ruas de fortaleza para levar SOPA a fim de acalmar a fome dos que moravam nas ruas.
O grupo logo percebeu que o problema das ruas não era só fome, havia ali gente com problemas variados, crianças em número muito maior do que encontramos hoje, prostituição, alcoolismo, pessoas com transtornos mentais e muito mais...
A recepção dos que viviam nas ruas foi a mais variada possível, desde a alegria e agradecimento a Deus pelo amparo concedido, ao medo de tomar sopa, supondo ter veneno para eliminar de vez a população de rua, e mesmo a agressão aos que se propunham a lhes servir.
De inicio a intenção do grupo era apenas uma visita e a entrega de sopa, nada de constituir dessa experiência uma ação continuada..., mas outros eram os planos dos Espíritos, a visita ficou rotineira, e todas as sextas-feiras, o grupo repetia rodada de sopa pelo centro da cidade, e aprendia a ajudar para além da fome do corpo.
Com o tempo a desconfiança dos moradores de rua foi diminuindo, e o grupo de voluntários aumentando, não tardou e o grupo de visita às ruas ao centro da cidade virou uma caravana.
A feitura da sopa acontecia em paralelo ao trabalho de Tratamento Espiritual, semelhante aos TE´s de hoje, uma grande mesa de madeira servia aos caravaneiros para a feitura da sopa, as doações iam chegando, e todos iam para o preparo, sem triturador, tudo tinha que ser bem picadinho na faca, assim exigia João Batista, seareiro vindo das bandas da Sociedade Espírita João o Evangelista, nosso cozinheiro mor (mais tarde, a garagem da casa de João, serviria como a primeira sede provisória da Casa da Sopa), ali temperada com a música de preparação para o TE, e os caravaneiros alimentados também pelos bolos e sucos de Dona Cecília, que morava nos fundos da União Espírita.
A caravana varava as madrugadas, pois o trabalho não raro, terminava às 3 ou 4 da manhã. Cobria a Praça José de Alencar, Praça da Estação, Praça Clóvis Beviláqua, Praça coração de Jesus, Praça do antigo Mercado Central, Praça da Secretaria de Segurança Pública, Rua Assunção com Pedro Pereira, Rua Barão do Rio Branco com São Paulo, Santa Casa de Misericórdia e em determinado tempo o viaduto da Borges de Melo com BR 116.
Ali mesmo, no ambiente das ruas, improvisava-se o atendimento fraterno, a consulta médica, os pequenos curativos, e até mesmo pequenas cirurgias... É! Tirar bicho de pé em baixo do Viaduto da Borges de Melo era quase uma cirurgia...
Ainda nas ruas procurava-se ver questões de documentação, e encaminhamento a emprego, ou mesmo auxílio para a viabilização de pequenos negócios.
A rua era o palco dos dramas variados que Caravana do Bem encontrava e nas ruas mesmo se dava o ensaio para novas realidades que a “Caravana Invisível” dos Espíritos superiores preparava para aqueles serviços...

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